domingo, 27 de março de 2011

Uma Revolução na Educação


A transformação dos valores, hábitos e costumes de cada cultura através dos séculos de civilização foi sempre uma constante. Pablo Picasso tinha absoluta razão quando dizia que todo ato de criação é antes um ato de destruição.

O mesmo ocorre com a educação. Educar é “destruir” a ignorância e os entraves à chegada do futuro. Mas não podemos perder a essência da citação de Picasso e sua correlação com a educação. O “destruir” proposto pelo mestre da pintura é a destruição criativa - aquela que dá origem a algo qualitativamente superior.

A educação entendida no âmbito da responsabilidade social, com todos os seus agentes, que não se restringem a professores e alunos no ensino convencional, não está cumprindo este papel de destruição criativa. Estamos vivendo um esgarçamento do tecido social e, todos os agentes (cada qual com sua parcela de responsabilidade) estão permitindo o fenômeno da destruição pela destruição.

Chega aos milhões o número de famílias que delegam a educação como se fosse um fenômeno e uma responsabilidade unicamente da escola e, ao fazê-lo, impedem a escola de cumprir seu verdadeiro papel dentro deste contexto magno da educação.

Não serão proposições, teorias e decisões que mudarão esta realidade. É necessária uma revolução. Apenas com o estabelecimento de uma filosofia de atitudes vencedoras, a sociedade como um todo resgatará a educação como pilar do desenvolvimento sustentável de todos os aspectos da vida.

Precisamos redefinir a relação família-escola, tornando-a uma relação efetiva de cumplicidade e cooperação, onde nenhuma das duas tenta transferir à outra o papel que lhe cabe na desafiante tarefa de educar. Isto só ocorrerá com uma alteração do nível de consciência e de uma profunda reforma em nossas atitudes.

Vivemos uma era de convergência, multidisciplinaridade e interdisciplinaridade, que em contexto global redefine conteúdos e métodos de ensino e aprendizagem. Claro que a tecnologia deve estar a serviço da educação, mas esta não pode ser refém da tecnologia. É prioritário rever a relação professor-aluno e resgatar o prazer de aprender e ensinar - base da boa educação.

As famílias não podem continuar acreditando que educação se delega e se compra. Educação se constrói com centenas de mãos e exemplos, processos e interações. Por que permitir que a sociedade queira transformar escolas que devem preparar para a vida em reformatórios de vidas já deformadas à priori por equívocos não oriundos da escola?

A educação é a verdadeira responsabilidade social. Nenhuma outra haverá, de forma autêntica, na sua ausência.

É necessário resgatar o papel e a autoestima dos mestres, conferindo a eles uma autonomia pedagógica responsável para que voltem a orientar as pessoas preparando-as para a vida e não para provas de eficácia contestável, com efeitos no curto prazo e distorções a médio e longo prazos.

Os desafios de cada geração, apesar das semelhanças, apresentam diferenças significativas que precisam ser coerentemente equacionadas. À época em que vivemos, não podemos desconsiderar o conteúdo empreendedor associado aos demais conteúdos essenciais dos nossos programas.

É hora de ressignificar a educação, e isso não se faz de uma hora para outra; é processo, leva tempo, mas não pode ser procrastinado com base nesta desculpa nobre. O tema é urgente e as atitudes são inadiáveis. Todos nós, atores sociais, envolvidos direta ou indiretamente com educação, precisamos nos mobilizar em um grande diálogo social, amplo, irrestrito e orientando para a ação, no sentido de considerar as diferenças e construir a partir delas um legado substancial que possa, efetivamente, construir uma melhor versão do futuro!

Como dizia Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.


Carlos Hilsdorf, economista, pós-graduado em marketing pela FGV.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Novos contextos, novas dificuldades, grandes desafios


A sociedade brasileira e a escola estão enfrentando transformações econômicas, políticas e culturais, que influenciam no aprendizado de crianças e adolescentes que apresentam uma certa dificuldade nessas áreas. Portanto tem se buscado estratégias para estabelecer de uma forma concreta o estatuto da cidadania do ser humano.
Procura-se manter uma boa relação com o mundo, consigo mesmo e com os outros. É preciso adquirir um hábito de dialogar, para que haja uma compreensão melhor entre todos; deve-se exercer as culturas diversificadas com a participação da comunidade escolar, onde todos têm uma oportunidade de expressão e assim adquirir diversos saberes.
Há casos, nos dias atuais, em que ocorrem atrasos e pouca eficácia da escola, por isso é preciso cultivar a organização no tempo escolar; sendo assim será possível valorizar e incorporar saberes sintetizados ou saberes escolares. 


Ingrid Dantas e Luana Santana. 3ª Série Ensino Médio.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Conceito Educação


O mundo em geral sofreu muitas transformações, e em todos os sentidos: político, econômico, educacional, entre outros. Mas coloque em foco a educação; surpreenda-se com a modernidade dos fatos que, em grande parte, vieram com a tecnologia.
A educação mudou desde a época em que se tinham duas turmas em uma sala. Hoje é necessário focar o aluno em etapas: da alfabetização ao vestibular. E os professores precisam se adequar ao novo. Não se usa mais livros, Internet ajuda muito.
A maioria dos alunos encontram uma certa dificuldade  na aprendizagem. Como a tecnologia avançou e a Internet se tornou um meio comum entre os alunos, sendo que eles não aprendem, apenas copiam o conteúdo, a dificuldade de aprendizagem aumenta. E os professores queixam-se de não conseguir lidar com essas dificuldades.
A necessidade do diálogo é grande, assim como é necessário reconhecer saberes docentes e discentes, sem restrição. Quem sabe assim a modernidade entra de vez no colégio e na vida dos educadores.


Aline Tomazelly e Alana Prado. 3ª Série Ensino Médio.

terça-feira, 15 de março de 2011

Acordem, Meninos.


Pela primeira vez na história, a próxima geração terá menos oportunidades do que seus pais. Para começar, a crise ecológica dificultará a sobrevivência das gerações futuras. O aquecimento global fará a vida menos confortável, a desarticulação do clima levará à escassez de alimentos e água, os recursos naturais ficarão mais raros e o conforto, mais caro.

Além disso, será cada vez mais difícil conseguir emprego e bons salários. O avanço técnico, que trará muitas vantagens para a saúde de quem puder pagar pelo tratamento, vai, ao mesmo tempo, desempregar e exigir alta formação para os que terão emprego. Diante dessas dificuldades, os jovens de hoje têm algumas alternativas.

Alguns, como já acontece, vão cair na marginalidade e usar o crime como forma de compensar sua dificuldade. Seus pais vieram do campo, com pouca instrução e conseguiram emprego graças a cursos simples que permitiram emprego. Agora os empregos são raros e exigem boa formação.

Outros, especialmente de classe média ou média alta, procurarão emigrar para o exterior, como seus pais fizeram, no passado, ao sair do campo para a cidade. Raros serão bem sucedidos. A maior parte sobreviverá em melhores condições do que no Brasil, mas de forma marginal, com subempregos, mesmo remunerados em dólar. Os que ficarem, terão bons empregos, mas sem o padrão de vida dos pais: casas e férias menores, mais bugigangas eletrônicas e muita incerteza.

Os poucos que tiverem oportunidade de bons estudos continuarão aqui e terão uma vida de alto padrão de consumo, participarão da economia global, viverão protegidos por sistemas de segurança e mandarão seus filhos, desde pequenos, estudarem em escolas particulares superprotegidas ou no exterior.

Não são futuros desejados para nenhum dos grupos e, ainda menos, para o Brasil. Por isso, é preciso escolher outra alternativa: lutar politicamente para mudar essa tendência. Votar nos mesmos e viciados políticos e partidos não mudará o rumo do Brasil nem a vida dos jovens de hoje. Não dará a eles um futuro a que têm direito. Tomar o poder por uma revolução que subverta toda a economia e a sociedade não é mais possível, não há modelo para se implantar depois, nem haverá força capaz de desmantelar o perverso sistema montado. E o resultado pode ser ainda pior. Nem os jovens vão querer a aventura do impossível, sem uma bandeira clara que os empolgue.

Mas há um objetivo tangível: exigir educação de qualidade para todos e construir a utopia possível neste momento - a garantia da mesma chance para todos. E fazer com que todas as escolas do Brasil tenham a mesma qualidade. A escola da favela, ou do campo, seja equivalente à do condomínio da cidade. Todos os professores bem remunerados, desde que dedicados, competentes e ensinando numa escola bonita e bem equipada, onde os jovens saiam do ensino médio preparados, com a mesma chance que os pais tiveram, no passado. Essa é a revolução possível.

Para isso, os jovens precisam se mobilizar dentro de suas escolas, nas ruas, via e-mail, por telefone, como seus pais fizeram pela democracia, por salários, pelo socialismo. Acordem, meninos, vocês precisam ganhar o direito à mesma chance. Precisam fazer uma revolução: Educação Já.

Estou ciente de que os meninos não querem acordar. Nem vão ler este artigo. Estão nas ruas, nos shoppings ou manipulados por partidos acomodados. Por isso, o título deste artigo deve ser: "Acordem os meninos, vocês que leram". Antes que eles sejam soterrados nos escombros do futuro.


Artigo publicado no Jornal do Comercio, no dia - 20/04/2007
Cristovam Buarque - Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT / DF -
www.cristovam.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Informativo do ILEP 2011

O Informativo é importante instrumento de comunicação interna da Escola, que tem por objetivo levar ao conhecimento das famílias eventos que envolvem a vida escolar de seus filhos, como reuniões, saídas pedagógicas, atividades complementares, oficinas. O Informativo será entregue aos alunos, que serão orientados a entregá-lo aos pais e/ou responsáveis.

Leia na íntegra o Informativo do ILEP.